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A GRANDE FAMÍLIA: Cristina Rastafári encontra seu pai depois de 45 anos

 Segunda-feira,10 de agosto de 2015.

Por - Cristina Rastafari

Dia dos pais. Quantos filhos hoje não gostariam de abraçar seus pais? Muitos não o fazem por várias razões. Eu, Ana Cristina mais conhecida por todos por Cristina Rastafári passei 45 anos procurando e esperando um dia encontrar o meu pai o Sr Célio Batista Pereira. Contudo, as minhas buscas nunca me conduziam a ele. E assim, sem resultado foi me conformado com a idéia que jamais chegaria a conhecer meu pai. Quando tudo parecia perdido a vida me coloca mais uma vez no seu rastro ou ele no meu.

Janeiro de 2014 me encontro trabalhando na Secretaria Municipal de Educação de São Gonçalo do Amarante/RN, meu celular toca, do outro lado meu filho Roberto Junior me avisa que apareceu na casa da minha mãe na Cidade da Esperança um senhor pedindo informações sobre ela, e também querendo saber se a minha mãe ainda morava ali e se ela tinha uma filha chamada Ana Cristina. Meu filho confirmou que sim. Porém, informou ao senhor que minha mãe (sua Avó) na ocasião não estava em casa e que eu morava em São Gonçalo. Ele perguntou o que Jr era meu, ao ouvir a resposta disse que era meu pai e que ele era avo do meu filho. Sem mais, foi embora sem deixar nenhum contato e dizendo que voltava e não mais voltou.    

E assim a busca recomeça partindo da única informação concreta que tinha sobre ele, trabalhou por anos na UFRN e estava aposentado.

Em trinta (30) de agosto de 2014 chegamos ao Bairro de Santos Reis, em Parnamirim/RN, mais precisamente às 16h, com um endereço que nos foi indicado por uma funcionária da UFRN como sendo da residência do meu pai, depois de horas localizamos a rua e a casa, o senhor que lá residia informa que este a muito havia mudado. Porém, em conversa com aquele senhor percebemos que todas as nossas perguntas o senhor respondia com muita desconfiança. Por desconfiar também que aquele senhor soubesse o paradeiro do meu pai, digo a este que sou sua filha e que o procuro pelo desejo de conhecê-lo. Grande foi a nossa surpresa estava diante do meu tio Humberto irmão do meu pai. E assim, este informa outro endereço dessa vez em Cujupiranga - Parnamirim/RN. Já noite (19h) vamos à busca do novo endereço. Na ocasião faltou energia, a rua informada não correspondia com as informações fornecidas pelo meu tio Humberto. O cansaço já estava nos levando a desistir e a voltar no outro dia quando nos lembramos de ligar para meu primo Zé Carlos, número dado pelo meu tio Humberto e pai de Zé Carlos. De forma breve explicamos tudo e este nos ensinou como chegar ao endereço.

Com o retorno da energia voltamos à entrada de Pium partimos em busca do endereço seguindo os pontos de referências que tínhamos uma igreja evangélica e um primeiro andar amarelo. A igreja logo foi avistada, porém o primeiro andar amarelo parecia estar invisível. Perguntamos a um casal que afirmou ter o primeiro andar e seguimos em frente, vegetação de um lado, residências do outro. Tudo muito deserto, pois já passava pouco das 20h, chegamos ao fim da estrada de piçarra de chão batido  e pelo adiantado da hora definitivamente resolvemos voltar no dia seguinte. Quando a nossa frente uma mulher caminhava no mesmo sentido que íamos, então resolvemos pará e perguntar, o máximo que podíamos fazer era lhe pregar um grande susto.

Paramos ao seu lado e de pronto perguntei:

- Moça boa noite! Aqui nessa rua tem um primeiro andar amarelo?

- Tem sim. Fica logo ali em frente.

- Você sabe informar se nesta rua mora um senhor por nome de Célio Batista?

A jovem me olhou com desconfiança e perguntou:

- Qual o seu nome?

- Ana Cristina?

- O que você quer com ele?

E rapidamente explicamos que precisávamos falar com ele, que já vínhamos de Parnamirim e quem nos informou este endereço foi o irmão dele Humberto.

Ela calada me observava. Então, percebendo nossa semelhança criei coragem e afirmei:

- Mulher vai dizer que tu és minha irmã?

Ela respondeu:

- Sou filha dele e estou e indo pra lá.

- E sem pensar ordenei: então, entre nesse carro e nos leve ate lá.

E ela também sem pensar entrou no carro.

- Muito prazer sou Ana Cristina e sou sua irmã.

- Menina pai tem filho demais (risos).

- Sou Verônica.

Quanto ao primeiro andar existia, porém não avisaram que se tratava de uma casa cercada por varadas e arvores.

Chegamos! Ela chamou no portão, um senhor abriu e sem perder tempo ela foi logo dizendo:

- Pai essa moça ta lhe procurando

Ele me olhando perguntou:

- Como é seu nome?

- Ana Cristina.

Ele colocou algumas cadeiras no terraço e assim de forma fria fomos conversando, buscando em poucos minutos resgatar 45 anos de historia. Enquanto ele falava o nome das minhas irmãs observávamos que eu sou a única que não tenho o seu sobrenome e afirmou que íamos ver isto.

Perguntei em tom de brincadeira e vamos fazer DNA?

Respondeu que não, pois a resposta já esta na minha cara.

Nessa mesma noite conheci duas irmãs e alguns sobrinhos. E os demais eu iria conhecer num encontro de família que ele ia promover. Esse momento foi realizado em meados de setembro de 2014. Alugamos Van e levamos todos que moram aqui na Zona Norte. Nessa mesma noite fiquei sabendo que a primeira esposa do meu pai morreu de parto deixando sua filha recém nascida e mais seis meninas órfãs, anos depois essa mesma filha minha Irma morre de parto também no Belarmina Monte em SGA/RN.

Nessa mesma noite ainda fiquei sabendo que perdi uma irmã pequena, filha de sua segunda mulher vitima de um incêndio em sua residência no Barro de Felipe Camarão em Natal, pois na época não existia creches, para que ela pudesse deixar as crianças.

No dia combinado para uma feijoada conseguimos reunir 53 pessoas foi um dia muito especial. Depois de 45 anos encontrei meu PAI e junto com ele muitos irmãos e muitos sobrinhos e primos e uma história.

Antes era apenas EU e meus filhos Thuysa Andrielly e Roberto Junior, minha mãe Abigail, minha irmã Kátia Suely e meus irmãos Paulo Sergio e Francisco Canindé (Dinho), Três Sobrinhas e seis tios (as).

Hoje após posso dizer que tenho uma GRANDE FAMÌLIA.

 

Meus irmãos:

1-   Cristiana

2-   Francisca

3-   Frank Sinatra

4-   Jocélio

5-   Keite

6-   Luana

7-   Mauro

8-   Monica

9-   Rejane

10- Selmara

11- Suzana

12- Verônica

              Ainda tenho irmãos para conhecer, tenho sobrinho na Escola Amadeus no Amarante, Parentes em Santo Antonio, Igapó, Parque dos Coqueiros, Nova Natal e Extremoz. Sempre estiveram pertinho de mim.

              Ontem foi o primeiro dia dos pais com meu pai. Porém estou um pouco preocupada com a minha irmã Verônica (minha irmã gêmea) esta internada na UTC na Maternidade de Parnamirim. Estava grávida de cinco meses, passou mal com pressão alta e foi internada as pressas, risco de morte para ela e bebê. A família teve que decidir pela vida dela. Meu sobrinho nasceu com vida, mais infelizmente veio a falecer dias depois. Rezando pela recuperação da minha irmã, que esta triste pela perda do seu filho. Com ajuda da família vai se recuperar se Deus quiser e voltar para casa. Somos uma família de MULHRES FORTES e com história...

MAIS UM FELIZ DIA DOS PAIS TAMBÉM A MINHA GRANDE MÃE ABIGAIL QUE AMO DEMAIS


 E E MINHA MÃE

Fotos aqui: https://www.facebook.com/pages/Cristina-Rastaf%C3%A1re/382921565147763?ref=hl

Fonte:Redação do Portal de Comunicação Cristina Rastafari
Postado Por: Cristina Rastafári

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