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Origem do topônimo São Gonçalo do Amarante

Quinta-feira, 29 de janeiro de 2015.

Por - Iaponira Peixoto de Brito
Imagens da internet

A origem do nome do município de São Gonçalo do Amarante nos remete a herança da nossa colonização portuguesa, em que era comum, naquela época, colocar nomes de santos originários de Portugal em nossas cidades. Por que São Gonçalo do Amarante?

Amarante era uma antiga vila de Portugal que atualmente passou a condição de cidade, pertencente ao Distrito do Porto, na sub-região do Tâmega do referido país. Portanto, há informações, encontradas em alguns arquivos, afirmando que São Gonçalo foi um dos primeiros habitantes dessa vila, o que, possivelmente, possa ter colaborado para dar origem ao nome do município.

Fundação do Município de São Gonçalo do Amarante.

No meu primeiro livro, lançado em 2002, como também os demais livros que falam sobre a história da fundação do município de São Gonçalo do Amarante, aponta o ano de 1710 como a data oficial da fundação do município. No entanto, revendo alguns textos do professor João Felipe da Trindade, dentre eles, “A Velha São Gonçalo do Potengi”, encontrei informações que são contraditórias, e nos remetem a necessidade de rever a data real da fundação do município.

Trindade expõe, em seu texto, “Há registros que afirmam , em 29 de dezembro de 1698, na capela de São Gonçalo do Potengi, foi batizada Antonia (filha do capitão Pascoal Gomes de Lima e sua esposa Dona Elena Berenger), tendo como madrinha Dona Maria Cerqueira (mãe de Pascoal). Consta também, um registro mais antigo da capela de São Gonçalo, em 29 de setembro de 1688, quando houve o batismo de Leocádia (sobrinha de Pascoal)”.

As afirmações acima, do texto do professor João Felipe da Trindade, nos levam a acreditar que a existência da antiga capela de São Gonçalo do Potengi (atual igreja matriz), bem como a existência do Capitão Pascoal Gomes de Lima, antecede ao ano de 1710. Baseado nos fatos, informados anteriormente fica subtendido que a chegada dos senhores Miguel Ambrósio de Serinhaém e Pascoal Gomes de Lima, ao nosso município, tenha acontecido com a necessidade de repovoamento pela qual estava passando a Capitania do Rio Grande, e demais capitanias do Nordeste brasileiro. As referidas capitanias estavam completamente devastadas, devido ao longo período de massacres, morticínios e exploração, ocasionados pelos 21 anos de domínio holandês e os 50 anos da Guerra dos Bárbaros.

Outro fato que comprova a existência do município de São Gonçalo do Amarante antes de 1710 foi o massacre de Uruaçu, ocorrido em 1645. Ao contabilizar a data deste massacre até o momento atual, obtemos o resultado de 369 anos de existência do município, e não 304 anos, como informam alguns registros.

Criação e a Emancipação Política definitiva do Município de São Gonçalo do Amarante

A criação do município aconteceu em 11 de abril de 1833, no governo de Manoel Lobo de Miranda. No entanto a história da emancipação política do município foi bastante atribulada, vindo a perder várias vezes a sua autonomia política. O município, em primeira instância, foi suprimido pela Lei nº 604 de 11 de março de 1868, passando a pertencer a Natal. Após cinco anos, o município foi suprimido novamente pela Lei nº 689, no dia 07 de setembro de 1879, e passou a pertencer a Macaíba, que naquele período era chamada de Cuité.  Em 1890, foi restaurado e desmembrado de Macaíba e, só, em 1938, passou à categoria de cidade a antiga vila de São Gonçalo, pelo Decreto nº 457 de 29 de março de 1938. Decorrido mais de meio século, o município foi suprimido novamente pelo Decreto nº 268 de 30 de dezembro de 1943. Seu território foi esfacelado e a vila transferida para São Paulo do Potengi, agora elevada à categoria de cidade e sede do município. A outra parte do território passou a pertencer à Macaíba. São Gonçalo deixou de ser cidade e passou a condição de Vila de Felipe Camarão. A emancipação política definitiva do município, aconteceu em 11 de dezembro de 1958, pela Lei 2323, em que foi desmembrado de Macaíba, entrando em vigor a partir de 1 de janeiro de 1959.

Fonte: Iaponira Peixoto de Brito
Postado Por: Cristina Rastafari

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